Projetos Selecionados

CATEGORIA BRASIL CINEMUNDI

Projeto: BAGDÁ - CENAS DO COTIDIANO | SP
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 Retrata um grupo de mulheres que vive num bairro operário de São Paulo. Bagdá, uma garota skatista e andrógina de 16 anos está descobrindo sua sexualidade e é o centro magnético do grupo. Sua mãe, Micheline, é pouco afeita aos trabalhos domésticos e encontra sua verdadeira vocação cantando no bar do vizinho. Dentre suas irmãs mais novas, Josi é a típica adolescente mimada e Bia, obcecada por ETs. Gilda é travesti, dona de um salão de cabeleireiro; seu melhor amigo, Emílio, quer fazer um vídeo viral caso não sobreviva a um câncer de próstata. Carlota, uma operária metalúrgica, está preparando uma greve. E Deco é melhor amigo de Bagdá e por quem ela nutre sentimentos confusos.

Diretora: Caru Alves de Souza
Produtora: Rafaella Costa
Empresa produtora: Manjericão Filmes



Projeto: BATE E VOLTA COPACABANA | MG

priscila.Paulinha nasceu no bairro em que mora até hoje, na periferia de Belo Horizonte. Trabalha em um pequeno comércio na região, onde passa a maioria dos seus dias. Nos entremeios das atividades cotidianas, comete pequenos crimes e mata o tédio com atividades tipicamente masculinas – videogame, sinuca e futebol. Sempre foi uma figura dissonante na escola e no bairro. A situação muda quando ela conhece Priscila, que pelos desdobramentos da vida, torna-se sua melhor amiga e companheira de quarto. Através de uma oportunidade de viagem, por apenas um dia à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, essa relação é colocada em cheque. No ônibus da excursão, Paulinha reencontra Gabi, sua antiga paixão platônica, que se envolve com Priscila e faz com que os rumos da viagem mudem. Afetos e desafetos, desejos e deambulações marcam a trajetória das meninas no Rio de Janeiro e na estrada de volta para casa.

Diretora: Juliana Antunes
Produtoras: Marcella Jacques e Laura Godoy
Empresa produtora: Ventura



Projeto: DESPEDIDA | RS

adauany_zimovskiFala de três gerações de mulheres, Alma, Inês e Ana. Nenhuma delas disse para a outra o que realmente queria, o que precisava dizer.  E é deste espaço vazio, o do não-dito, que emerge a narrativa. O filme é uma ficção voltada para o público infanto-juvenil - e acompanha a história de uma menina de onze anos chamada Ana que, durante o feriado de carnaval, viaja ao interior para o enterro de sua avó, que não via desde pequena. Durante a noite, Ana vê a figura de sua avó adentrar as árvores nos fundos da casa e corre atrás dela, descobrindo um novo e vasto mundo, fantástico e misterioso. Ana, mesmo com medo, segue em busca da esperada chance de encontrar a avó, descobri-la e, por fim, se despedir. Nesse caminho, a menina se confronta com criaturas fantásticas, algumas amistosas, outras traiçoeiras, que a ajudam não apenas a procurar Alma, mas a entender sua busca.

Diretora: Luciana Mazeto 
Codiretor: Vinícius Lopes
Produtor: Eduardo D. Piotroski
Empresa produtora: Pátio Vazio


 Projeto: GRITO | RS

imagem_representativa_credito_edu_rabinÉ um longa-metragem que pretende abordar a dimensão humana do sombrio legado da Ditadura Militar. O personagem Jonas é um militar aposentado tido em alta conta por sua família e seu país. Vive sua velhice em paz. Seus crimes macabros foram devidamente ocultados e ignorados ao longo das décadas. Sua família desconhece sua monstruosidade – inclusive seu neto, Ulisses, que o admira e o tem como exemplo e herói, tanto que decide realizar um filme sobre ele junto a seus amigos. Um desses amigos, o desenhista de som Vitor, é quem descobre as fitas que ocultam o passado tenebroso do herói, desencadeando os acontecimentos da trama.

Diretor: Davi de Oliveira Pinheiro
Produtor: Pedro Guindani
Empresa produtora: Ausgang


Projeto: HORIZONTE | PR

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Olhamos para o entardecer da adolescência, que carrega em si o despontar da vida adulta. Medos e sonhos, talentos e limites, sexo, solidão e amizade, tudo oscila entre o brilho das realizações e a sombra da frustração. Quem conduz nosso olhar é Neto que acabou de concluir o Ensino Médio e, incerto sobre o rumo a seguir, ensaia com sua banda de rock, curte momentos de vadiagem com os amigos, flerta com a amiga Ana e segue no trampo no posto de gasolina. É a partir da tabacaria deste posto de beira de estrada que ele acompanha o ir e vir da rodovia e sonha com os muitos caminhos que gostaria de seguir. Neste road movie às avessas, Neto e seus amigos estão fixados no acostamento e a estrada é que se move diante de seus olhos. HORIZONTE, primeiro longa-metragem da diretora e roteirista Jessica Candal, foi desenvolvido no Núcleo de Dramaturgia Audiovisual SESI.

Diretora: Jessica Candal
Produtor: Antônio Junior
Empresa produtora: Grafo Audiovisual


Projeto: MIL POPPERS | PE
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Conta-se de um homem nascido na Romênia, estudado Engenharia na Sorbonne, corrido o mundo e virado matador de índios e negros na Argentina dos fins do século XIX. E no extremo sul desse país, qual imperador, fundou, à armas de fogo e sangue de índios, um império de minas de ouro, leis próprias, exército, selos e a letra P cunhada no centro de uma moeda de ouro. O P de Popper, de Julius Popper.

Diretores e Produtores: Sergio Oliveira e Mauro Andrizzi
Empresa produtora: Aroma Filmes e Mono Films


Projeto: O CLUBE DOS ANJOS | RJ

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Narra o insólito fim de oito amigos, oito fracassados, oito promessas não cumpridas. Membros do Clube do Picadinho – confraria fundada para dar ordem aos seus gostos pela boa mesa e pelo bom vinho – celebraram por anos sua riqueza e sua potência. Podiam comer e beber bem, por isso comiam e bebiam do melhor. Nenhuma das fortunas era conquistada, todas herdadas, e regrediram significativamente ao longo do tempo, se esvaíram junto com suas amizades. Seus jantares mensais haviam passado de rituais de poder à reunião melancólica de fiascos. Até que a descoberta, contudo, de um incrível e exímio novo cozinheiro reacende o que parecia improvável. Os banquetes nababescos estão de volta, os laços de amizade ressurgem, o grupo está unido novamente. O problema é que, de maneira misteriosa, a cada reunião, um integrante do Clube amanhece morto na manhã seguinte. A perspectiva da morte parece acentuar o prazer da comida: seria o paladar em estado de exaltação. Em meio a tantos velórios, perguntas ficam no ar. Qual o motivo da morte?

Diretor: Angelo Defanti
Produtora: Bárbara Defanti
Empresa produtora: Sobretudo Produção

Projeto: O DIA QUE O MORRO DESCEU | PE

ilustrativa_o_dia_que_o_morro_desceuRio de Janeiro, início dos anos 1960. Depois de perder o pai em um conflito com a polícia, Ezequiel trabalha duro para sustentar a família. Quando a política de remoções de favelas atinge o Morro do Borel, onde ele vive, o jovem não pode se envolver, mas acaba se tornando a única esperança para milhares de moradores. Com ajuda do rico e engajado advogado Magarinos Torres, ele vai liderar a resistência e ocupar um dos principais prédios públicos da cidade com 2 mil trabalhadores. Trata-se de um filme de ficção, porém sua inspiração e universo correspondem à realidade dos moradores das favelas cariocas desde os anos 1950 até os tempos atuais. Esses locais seguem sendo territórios marginalizados, onde trabalhadores vivem desrespeitados em seus direitos básicos de moradia, transporte e trabalho. Com esses atributos, “O dia que o morro desceu” se destina a um público amplo, que está disposto a acompanhar os personagens, homens e mulheres comuns, que fizeram e ainda fazem a história do Brasil.

Diretora: Ludmila Curi
Produtora: Mannu Costa
Empresa produtora: Nome Plano 9


Projeto: TÃO LONGE DO CENTRO DA TERRA | SP

_taolongeQuatro personagens isolados entre si, mas reunidos em um mesmo contexto de impasses e dilemas provocados pelos impactos da modernização. Boi, um jovem índio Guarani. Deyse, uma adolescente, caçula de uma família de pequenos agricultores. Bárbara, uma andarilha desgarrada. Joaquín, um uruguaio trabalhador das estradas. No mosaico das trajetórias paralelas, deflagra-se o tenso equilíbrio das identidades em face aos terremotos sociais e existenciais. TÃO LONGE DO CENTRO DA TERRA situa-se no plano da crônica íntima na qual o tom lírico desenvolve-se a partir de um sutil desvelamento dos universos particulares de cada personagem. A narrativa é construída através do contraste entre as profundezas do subjetivo e a áspera realidade do mundo externo. Durante a montagem de uma feira agropecuária em uma pequena cidade do interior sul do país, os quatro personagens seguem suas jornadas, marcados pelo desejo de preservação de suas identidades, atravessando o frágil terreno de suas transformações.

Diretor: Aarón Fernández
Produtor: Rodrigo Sarti Werthein
Empresa produtora: Acere Produção Artística e Cultural


Projeto: TIA VIRGÍNIA | SP
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Narra a história da solitária Virgínia e da relação dela com suas irmãs Vanda e Valquíria. Através do convívio forçado das três irmãs na mesma casa em um único dia, o filme retrata uma estrutura familiar universal, a das relações represadas, dos silêncios, das coisas não ditas. É um filme intimista, cotidiano, sobre relações familiares e também é um retrato social.

 Diretor: Fábio Meira
Produtora: Diana Almeida
Empresa produtora: Roseira Filmes

 
 CATEGORIA DOC BRASIL MEETING

Projeto: CAMINHOS DO RIO | AM

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Álvaro Socot é um rapaz de 19 anos da etnia Hupd’äh. Ele nasceu e passou toda sua infância na aldeia Taracuá-Igarapé, distante cerca de cinco dias de barco do núcleo de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela. É o filho homem mais velho de Isabel e Américo e tem oito irmãos e irmãs. Os Hupd’äh começaram a ter mais proximidade como núcleo urbano a partir de 2010. Esse contato se deu pelo desejo de emitir documentos para ter acesso aos benefícios sociais e sacar dinheiro para compra de mercadorias. Hoje, Álvaro vive com a família na Ilha Diamantina, no rio Negro, e está mais próximo à cidade. Com o ensino fundamental concluído e sob a tutela do pai, ele caminha na intenção de mudar-se para a cidade e continuar seus estudos. O filme é um retrato deste momento em que crescer é também deixar um mundo para trás. O que permanecerá?

Diretora: Jessica Mota
Produtora: Alice Riff
Empresa produtora: Studio Riff


Projeto: VHSHIV | PE

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Em 1985 o HIV começou a se disseminar com rapidez no Brasil. Nesse ano nasceram os cineastas Fábio Leal e Gustavo Vinagre, desde crianças bombardeados com reportagens sensacionalistas da mídia a respeito da AIDS. O significado de sexo, AIDS e morte foram aprendidos por eles no mesmo momento. Trinta anos depois, já distante da época em que se falava de "câncer gay", por que o medo do HIV ainda está presente de forma tão intensa nos homossexuais dessa geração? E por que as gerações mais novas parecem não compreender que o vírus existe? Os diretores empreendem uma viagem de volta à infância através de imagens de arquivo, tanto de reportagens quanto de seus acervos pessoais, para tentar identificar a origem desse medo. Ao mesmo tempo, procuram explicações para o silêncio da mídia em torno do HIV nos dias de hoje, mesmo com o aumento alarmante do número de infeções no Brasil. Entre o sensacionalismo dos anos 80 e o silêncio de hoje, talvez haja uma necessária terceira via.

Diretores: Fábio Leal e Gustavo Vinagre
Produtoras: Dora Amorim e Thaís Vidal
Empresa produtora: Ponte Produções


Projeto: IRAMAYA | RJ

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É um filme-carta que revisita o período da ditadura militar através do olhar particular de uma cineasta sobre sua família atravessada pelos anos de repressão. Entrelaçando três gerações, por meio de uma estrutura narrativa epistolar e do uso de um rico material de arquivo, o documentário lança luz sobre a transformação existencial de Iramaya – uma mulher que, na luta pela libertação de seus filhos, deixou o mundo privado em direção à política, sem nunca deixar de se questionar. Em 2015, o projeto foi selecionado pelo edital “Histórias que Ficam” (FCSN), que contempla quatro documentários criativos a cada dois anos.Além do aporte financeiro, o programa oferece também consultorias e laboratórios de imersão ao longo de todo o processo.Desde então, IRAMAYA já participou do Pitching Documental DocMontevideo 2015 e do laboratório de montagem Doculab.9, do Festival Internacional de Guadalajara.

Diretora: Carolina Benjamin
Produtora: Danielle Villanova
Empresa produtora: Daza Filmes


Projeto: QUEBRANDO NO PASSO | RJ

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É um longa-documentário que aborda o surgimento de duas danças urbanas de diferentes localidades: a dança angolana Kuduro e a dança brasileira Passinho. Ambas surgidas na era da internet, na intensa experiência da vida em grandes centros urbanos, nos musseques angolanos e nas favelas cariocas, invadem o mundo global contemporâneo com suas músicas que falam sobre o dia-a-dia na periferia, as relações de amizade e amorosas, as festas, além de terem um sentido jocoso nas letras, rápidas batidas eletrônicas e uma dança sensual. Tanto o Passinho quanto o Kuduro se revelam enquanto fábricas de criação de gírias próprias, capazes de inventar um universo linguístico e antropofágico da cultura pop contemporânea que ultrapassam fronteiras sociais. Ao aliá-las torna-se possível integrar essas culturas que compartilham a mesma língua, o passado colonial, a conjuntura global, mas que sofrem de uma forte ausência de contato e conhecimento concreto um do outro.

Diretor e produtor: Emílio Domingos 
Empresa produtora: Osmose Filmes Ltda


Projeto: SOMOS O QUE PERDEMOS | PR

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É um filme sobre uma mãe, uma filha e uma neta. Uma mãe que revê os vértices e as arestas da própria vida, uma filha que a questiona e uma neta que não conhece mais a avó.Eneida é casada com Álvaro e mãe de três filhas mulheres: Márcia, Heloisa (cineasta) e Luciane. No ano 1989 um acontecimento marca a trajetória desta família: Márcia, a primogênita, casa-se com seu namorado judeu e como presente de casamento, Álvaro concede à nova família uma casa, onde nasce Mariana, a primeira neta de Eneida. Cinco anos mais tarde, quando a filha caçula (Luciane) casa-se, as dificuldades financeiras de Álvaro impossibilitam o mesmo gesto. Um rompimento explode. Eneida não havia como saber mas naquele momento perdera a filha mais velha e a neta. Hoje, são mais de 21 anos sem qualquer contato. A partir de uma viagem à Portugal, onde o pai de Eneida nascera, este filme de encontros é iniciado. EM SOMOS O QUE PERDEMOS Eneida assume a narração da própria história.

Diretora: Heloisa Passos
Produtora: Eliane Ferreira
Empresa produtora: Maquina Filmes


Projeto: TU I TAM | PR
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É um documentário protagonizado pelo fotógrafo João Urban, 74, que completa, em 2018, 60 anos de fotografia. O destaque da sua obra são os registros que tem feito das colônias polonesas no Paraná nos últimos 38 anos. Essas imagens deram a volta ao mundo: itineraram pela Polônia, visitaram as bienais de Veneza, São Paulo e Havana. Nos poloneses, João teve um encontro imediato com os sentimentos da infância, pois é filho de imigrantes.

Diretor: Rafael Urban
Produtora: Larissa Figueiredo
Empresa produtora: Sto Lat Filmes



CATEGORIA FOCO MINAS

Projeto: BRASILIANA E O DESCOBRIMENTO DO BRASIL | MG

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Tem o objetivo de contar a história da maior companhia brasileira de teatro e dança baseados na cultura afro-brasileira de que se tem notícia. No decorrer de 25 anos de atividades, o grupo percorreu 90 países em diferentes continentes, revelou inúmeros talentos e foi o estopim de inúmeras atividades artísticas importantes tanto no Brasil como pelo mundo. Com depoimentos de ex-bailarinos, diretores, pesquisadores e um extenso material de arquivo recolhido no decorrer de cinco anos de pesquisas, o filme retoma a história esquecida da companhia, além de levantar questões como a sexualização da mulher negra brasileira, a criação da imagem brasileira no exterior e o preconceito e esquecimento dos talentos negros no país.

Diretor: Itamar Dantas
Produtor: Daniel Couto
Empresa produtora: Impulso Projetos Audiovisuais de Juiz de Fora


Projeto: CEMITÉRIO DO PEIXE | MG

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É ambientado em um vilarejo onde vivem apenas o introspectivo Ariano e sua mãe, zeladores do cemitério local. Uma vez por ano o lugar é invadido por romeiros que se dirigem à festa de São Miguel e as Almas. O cotidiano de Ariano é abalado pelo encontro com o mochileiro Miguel e a documentarista Elisa, que vem registrar os festejos. Entre Elisa e Ariano surge uma forte atração, motivada pela diferença sociocultural entre eles. Tanto a feminilidade quanto a postura anticonvencional da documentarista despertam em Ariano a curiosidade por um mundo além do seu. Mas uma vez alcançado seu objetivo, Elisa passa a ignorar Ariano e deixa o vilarejo. A presença de Miguel faz emergir faculdades místicas em Ariano, que passa a ouvir as almas que habitam o lugar. Miguel desaparece de Cemitério do Peixe e Ariano perde sua mãe repentinamente num acidente de trabalho no interior da igreja. Com a sanidade mental comprometida pelos acontecimentos perturbadores, ele abandona o vilarejo.

Diretor: João Borges    
Produtor: Gilberto Cardoso
Empresa produtora: Emvideo Eventos Audiovisuais


Projeto: ERA O ÓCIO, ERA O CIO | MG
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É um longa-metragem situado em futuro distópico no interior do Brasil. A narrativa apresenta a jornada pessoal de LIZ (26), mulher forte e independente, e suas paixões mais humanas: uma obsessão misteriosa pela Epidemia de Dançade 1518 – fato histórico ocorrido na França que resultou na morte de cerca de 400 pessoas –e, ainda, o desejo a que se entrega. Pautadas por seu olhar, a fabulações seguem uma lógica não racional, mas subjetiva e sensorial, trazendo elementos às vezes paradoxais ou absurdos. O filme apresenta também um diálogo com as artes visuais contemporâneas em sua investigação estética, na composição em fluxo e na materialização de atos de performance corporal das personagens. E uma reapropriação dos gêneros ficção científica e erótico ao apresentar este futuro particular e o desejo de Liz através dos mecanismos que se propõe. Primeiro longa-metragem a ser dirigido por Eduardo Cantarino.

Diretor: Eduardo Cantarino
Produtor: Leonardo Mecchi
Empresa produtora: Dilúvio Produções


Projeto: NXIAMU | MG

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Como se daria a junção do sertão de Guimarães Rosa, em tudo que lhe é peculiar, com a figura lendária do Vampiro? Em 1900, Nxiamu, um vampiro filho de escravos, cego, peregrina pelo sertão mineiro em busca de corpos frágeis para se alimentar, auxiliado por Manco, seu criado que adotara ainda criança e que crescera ao seu lado. Numa espécie de western crepuscular, onde personagens solitários se embrenham pelo mundo desconhecido à procura de si mesmos, nosso filme evoca elementos já consagrados dentro da cinematografia e da literatura, de distintos gêneros, e ousa embaralhá-los e ressignificá-los. O que temos com NXIAMU é a possibilidade de se fazer um western sem emulações, não uma simples transposição da lenda para Minas Gerais na virada do século XIX. Se temos como norte uma rica base literária e cinematográfica, com conceitos pré-estabelecidos, temos também o desejo de retrabalharmos tais elementos de forma a produzirmos uma obra potente e peculiar.

Diretores: Maurílio Martins e Thiago Taves Sobreiro
Produtor: Matheus Antunes
Empresa produtora: Cento e Oito Filmes


Projeto: SUAVE NA NAVE | MG

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É um projeto de longa-metragem de documentário, que está em fase de desenvolvimento de roteiro e tem como tema principal as relações de violência estabelecidas em uma escola pública que atende ao ensino médio na periferia leste de Belo Horizonte. O mesmo tem roteiro e direção de Ana Carolina Soares, A Itinerante Filmes e produção de Denise Flores, Vôo Livre Produções. Pretendemos refletir neste documentário sobre o espaço escolar público e seus sujeitos com a finalidade de expandir a visão sobre as condições em que se encontram estudantes e professores. Este ambiente está passando por uma degradação do espaço e do convívio, é visto de forma pessimista pela sociedade e com descaso pelo poder público. A proposta deste projeto tem a pretensão de impulsionar a discussão e novos olhares sobre a educação pública, demonstrando a diversidade do contexto social e as situações de violência que se desdobram no cotidiano muitas vezes experiência das dentro de uma normalidade.

Diretora: Ana Carolina Soares
Produtora: Denise Flores
Empresa produtora: A Itinerante Filmes


Projeto: TERRAS REMOTAS | MG

ilustrativa_terras_remotasEm busca das Terras Remotas, um grupo de amigos e cientistas partem em buscados buracos do mundo, lugares onde a terra foi desencapada pela mineração e fez surgir as zonas de ressaca como sobras desses movimentos da economia. Todos irão caminhar durante dias e meses ao encontro da terra, para escutar onde pulsam as escatologias do sonho moderno de mundo. Daquilo que na superfície faz pulsar as energias das Terras Remotas.

Diretora: Simone Cortezão
Produtor: Matheus Antunes
Empresa produtora: Cento e Oito Filmes