Depoimentos

“Estou aqui junto com os meus colegas, Mariana Fagundes e Morgana Rissinger, apresentando o projeto Jerônimo, que é uma ideia que estamos carregando há algum temp. O CineMundi se apresentou como uma oportunidade maravilhosa pra gente fazer a primeira apresentação pública do nosso projeto, que ainda está numa fase muito inicial. Nossos encontros foram muito promíscuos. Eu espero que a gente esteja o ano que vem avançando pra na realização do nosso filme. Eu fico muito grato com a acolhida do projeto  Jerônimo entre todos os nossos colegas aqui, e fico muito honrado de participar de uma seleção onde todos os 10 projetos  são muito bonitos, são muito bacanas. A gente gostaria de vê-los todos se realizando.”
Ailton Krenak – Diretor do projeto Jerônimo - MG

“Acho super importante eventos como esse. Acho que a cultura tem que ser mais inserida na educação dos jovens, das crianças, porque a gente vê as vezes uma realidade de jovens e crianças que não tem esse acesso. E o filme que a gente assistiu hoje, é um filme que mostra muito isso. Um professor que vai dar aula de música clássica pra alunos numa escola pública, numa favela, são alunos que vivem numa condição social de risco muito grande, é um filme que mostra muito a realidade do que a gente vive no Brasil hoje. Então eu acho que quanto mais gente assistisse e se sensibiliza com a história do filme e podemos fazer algo por aqueles que tem menos oportunidades. Não basta só cobrar do governo, dos gestores públicos, a gente enquanto população, tem que fazer a nossa parte também. Então achei muito válido o filme, gostei muito. É o primeiro filme que eu vi na mostra, espero que tenham outros filmes também tão interesse quanto, e eu quero assistir outros também. Vou pegar a programação ali e vou ver, e quero sim acompanhar o evento, ir em outros cinemas, em outras salas. Eu adorei o Cine Santa Tereza, achei que a reforma ficou linda.É a primeira vez que eu venho aqui depois da reforma, então pra mim foi um programa extremamente rico e eu recomendo pra todo mundo.”
Ana Cláudia Horta - produtora cultural e mãe da Clarisse – MG

“Acho que as escolas deveriam fazer isso mais vezes, porque o cinema é pra educar. Ele serve como cultura e mostra várias coisas, vários aprendizados e para nós estudantes é muito bom.”
Ana dos Santos - estudante e participante do Cine Expressão - MG

“A abertura do 10° CineBH ocorre num momento muito significativo para o cinema mineiro. Primeiro que o festival se abre com um filme premiado recentemente em Brasília, o que demonstra vitalidade do cinema que se faz em Minas Gerais. Depois 10 anos são tempo significativo que demonstra a importância desse festival, como ele se consolidou e como ele continua a se multiplicar em consequências positivas para o audiovisual mineiro e brasileiro, e tem um viés internacional que é muito significativo para nós. Queremos Belo Horizonte como grande pólo cinematográfico em interlocução com os demais estados e com o cinema internacional, e por isso é importante que o CineBH tenha essa dimensão internacional que se aprofunda a cada ano, a cada edição. Nós saudamos com muito entusiasmo os 10 anos de uma promoção tão importante para o audiovisual mineiro, já é uma referência hoje no cinema nacional e internacional.”
Angelo Oswaldo - Secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais - MG

“É a primeira vez que eu participo da Mostra em BH. Já participei de Ouro Preto e minhas meninas participaram também da de Tiradentes. Eu acho que é interessante a gente ter esse tipo de acesso com outras culturas, outras pessoas e outras idades. Tem os filmes que são mais apropriados e outros menos apropriados, mais eu acho que é muito legal que a gente tenha esse tipo de contato com outras visões que não a nossa, com outros conflitos que não os nossos, com outras idades, e é importante a gente ter esse repertório mais vasto. Como é a minha primeira vez na cidade, eu estou aproveitando pra conhecer muito aqui. É uma cidade muito bacana, estou explorando o máximo possível.”
Ariel Andrade - estudante de cinema – RJ

“Eu acho que está sendo uma boa vitrine pro nosso projeto que está com uma fase bem amadurecida de desenvolvimento, mas mesmo assim quando a gente observa, acompanha as palestras, os workshops e os seminários, a gente sempre encontra algo ou uma parceria possível que podemos realizar. A gente estar no Foco Minas também é bastante simbólico principalmente porque é o primeiro filme de animação que vem sido desenvolvido aqui no estado de Minas Gerais, já a bastante tempo, no entanto seria importante a gente ter um acesso maior ao agendamento de encontros, mas acho que isso é só uma dica para os próximos anos.”
Bruno Hilário – Produtor do projeto Nimuendajú - MG

“Sou diretora do projeto “A sombra do cão”, um projeto de ficção. Estou muito feliz de estar aqui no CineMundi. Nesses dias já fiz muitos contatos, tive muitos feedbacks que foram muito bons para o projeto crescer, além de conhecer colegas que acho que vão enriquecer possíveis parcerias no futuro. Então tem sido uma experiência realmente maravilhosa e estou muito agradecida por ter sido selecionada nesse grupo de projetos incríveis.”
Carla Saavedra – Diretora do projeto A sombra do cão - SP

“Eu acho que é um momento muito importante, mais um espaço pra ampliar o diálogo com o governo do estado, com as empresas estatais, com o mercado e especialmente favorecer a continuidade do nosso avanço. Eu acho que a gente está aqui nesse momento tendo uma oportunidade de refletir, de pensar e de contribuir para que os avanços continuem e amplifique, para que a gente possa efetivamente ter uma política de estado para o desenvolvimento do audiovisual em Minas Gerais. A gente acredita muito que o audiovisual pode contribuir com o processo de desenvolvimento, inclusive de uma alternativa de um novo modelo de desenvolvimento econômico pro estado, a partir da economia criativa do audiovisual. O audiovisual é uma das categorias da economia criativa, então a gente acredita muito nisso, que o audiovisual pode ser de fato uma ferramenta, um instrumento de desenvolvimento não só econômico, educacional, cultural e social pro nosso estado.”
César Piva - Agência do Pólo Audiovisual da Zona da Mata - MG

“Surgiu uma conversa com a Raquel sobre uma produção audiovisual fora desse eixo tradicional de cinema, fora de festival que propõe inclusive novas formas de difusão e distribuição desses trabalhos, que eu considero muito mais avançada do que a gente vem fazendo na área do cinema mais tradicional. O audiovisual é um termo muito mais abrangente do que uma sala escura fechada, se a gente entender o movimento do hip-hop ele é completamente audiovisual sem nenhuma câmera ligada. Então acho que entender essa produção de hoje, que veio com a tecnologia, com a democratização dos meios de comunicação, é extremamente importante. A Cidade em Movimento é uma tentativa de aproximar as pessoas que estão movimentando a cidade, que estão vivas, que estão criando a cultura contemporânea da gente para dentro da mostra de cinema.”    
Chico de Paula – curador da mostra A Cidade em Movimento - MG

“Embora ela seja muito voltada para os estilos do cinema brasileiro autoral. Na oficina a gente tenta lhe dar com algumas noções dentro desse campo do estilo cinematográfico que são noções importantes na Mostra de Tiradentes, sobretudo a noção de autor no cinema e a noção de estilo. Então essa são as duas palavras chaves que a gente tenta trazer aqui num ponto de vista teórico e depois num ponto de vista de verificá-las dentro dos filmes. Eu acho que a formação é uma das funções de um festival,  e o importante nas sessões e nas oficinas da Universo é que é tudo gratuito. O festival tem um trabalho de mecanismo compensatório de uma certa carência de formação na área. Colocar esses jovens num ângulo de olhar para as coisas de maneira diferente, que não seja o olhar um pouco repetido, um pouco padronizado, um pouco do que se vê o tempo inteiro na tv, nas séries. A ideia nesses cursos e na própria mostra e nas sessões é tentar deslocar um pouco essas convenções que a gente acaba aceitando de uma maneira um pouco automática.”
Cleber Eduardo – Instrutor da oficina Análise dos estilos cinematográficos - SP

“Participar do CineMundi está sendo uma experiência muito interessante pra ter uma ideia do panorama que existe de possibilidade na coprodução com os outros países, especialmente da Europa, Canadá, mas também na América Latina. As conversas têm sido bem produtivas, ajudou a perceber em que ponto a gente precisa fortalecer o projeto e a partir daí, a gente pensar em desenvolver essas parcerias e procurar estreitar os laços com esses produtores que vieram de outros países. O CineMundi é bem importante pra estimular as coproduções. Tem poucos espaços de coprodução no Brasil e é bem interessante o formato do Brasil CineMundi que traz projetos só brasileiros e produtores de fora, pra justamente expandir as coproduções brasileiras. O importante não só financiamento, mas como trazer esse olhar de fora para os nossos projetos que possibilitam que a gente tenha filmes melhores e mais preparados pra viajar, pra penetrar outros mercados e participar de outros festivais ao redor do mundo.”
Eduardo Ades – diretor do projeto Barragem - RJ

“O filme estreou agora e a gente está muito feliz com a carreira que ele está construindo. Eu nunca estive num dos festivais da Universo Produção e estar na CineBH é uma grande honra. Acho que vai impulsionar muitas outras seleções a partir de agora, estou muito feliz.
Emiliano Cunha - Diretor “Sob águas claras e inocentes”  - RS

“A Codemig investe bastante nessa parte de tudo aquilo que potencializa geração de novos negócios, riquezas e desenvolvimento econômico pro estado. O CineMundi é o nosso foco principal, é de suma importância porque é um espaço ali onde que o próximo empreendedor mineiro pode apresentar as suas propostas, gerar negócios, fazer coproduções. Então é um evento que já tem uma trajetória e todo esse know how que já vem sido amparado ao longo desses anos, é de suma importância, porque ele também já é adquirido ao calendário da nossa cidade, então acho que não realizar hoje o CineBH é quase que um crime, se não acontecer. Então a gente é muito feliz de poder fazer parte dessa iniciativa.”
Fernanda Machado - Diretora da CODEMIG - MG

“Eu acho que esse é um espaço fundamental pra trazer para o centro da discussão um debate que por vez fica muito periférico, mas que é essencial pra cidade fazer. Abrir com esse filme da ocupação Dandara é muito importante. Uma das entrevistadas do filme é uma pedagoga de um colégio particular de Belo Horizonte que promoveu o contato dos alunos dela com esse outro olhar sobre as ocupações e sobre essas outras questões que são essenciais pra cidade, foi fundamental pra tirar esses meninos da bolha, e eu acho muito legal quando um festival traz essa discussão pra esse espaço central. Por que se não for o cinema que vai fazer quem mais vai ser?”
Fred Botrel – jornalista - MG

“Quando eu fui escolher a oficina tinham várias opções e como eu estou produzindo exclusivamente pra internet hoje, eu achei que pudesse aprender bastante nessa oficina de Weséries. Eu acho que se tem a possibilidade de ser bem pontual na sua escolha, faça. Considero as oficinas muito importante para a formação profissional, mas também como formação de espectador. A gente enquanto espectador começa a questionar outras coisas que a gente vê enquanto produtor e acho que nesse aspecto é que reina.”
Gabriel Machado - participante de oficina de Webséries

“Esse é um dos festivais mais importantes pra gente. Nossos diretores Cláudio Marques e Marília Rios lutaram e disseram pra gente que estar aqui e que seria muito importante. Tanto que nós viemos representar esse filme com muito orgulho. Um filme pra nós também foi muito importante por contar um pouco da nossa história, e estar neste espaço é maravilhoso. Esse filme conta a história de pessoas que foram relocadas de cidades no interior da Bahia por conta da construção de uma barragem hidrelétrica, que é a Barragem Sobradinho, e dentro desse contexto faz uma transposição também com a vida das pessoas. São jovens que fazem uma proposta diferente dentro de uma cidade que é do interior e essa proposta diferente é formar uma família diferente. Já estivemos em Brasília, em Curitiba,estamos na CineBH e estamos indo pra Fortaleza. Nosso filme também  foi selecionado pra Cuba.”
Gilmar Araújo - Ator do filme “A cidade do futuro” - BA

“Não a minha primeira experiência com esse tipo de evento, mas uma das primeiras experiências. Eu acredito que é muito importante participar de um evento como esse, uma oportunidade valiosa de trocar ideias, de pensar o projeto melhor, quais os caminhos, quais as possibilidades de realização e de troca com gente da América Latina, e de outras partes do mundo, apresentar digamos assim, a nossa visão de mundo, a história que a gente quer contar e também ver as possibilidades de realização desse projeto. Desde a primeira oportunidade que eu tive de participar de um evento como o Brasil CineMundi abriu muito a minha visão de possibilidade de mercado, de dialogar com o mundo, me abriu os olhos pro mundo. Essa iniciativa é muito importante pra gente poder pensar os projetos de cinema, pra poder levar adiante e qualificar os projetos. Tornar eles mais prontos, mais competitivos pra esse mercado internacional, e realmente é uma oportunidade excelente que a Universo Produção proporciona pro cinema brasileiro. Isso é muito importante pro cinema brasileiro, para os novos realizadores."
Giovani Borba – Diretora do projeto Casa Vazia - RS

 “Para o Sesi/Fiemg é de grande valor receber um projeto que tem um retorno institucional muito grande, que já vem de anos de produção. O Cinema Sem Fronteiras acontece não só em Belo Horizonte, mas passa por Tiradente e por Ouro Preto, levando um tanto de pessoas em volta da indústria do audiovisual. Para o  sistema Fiemg, levar a manifestação cultural para os nossos trabalhadores da indústria e seus dependentes é de grande ganho pra gente, de grande retorno. Estamos trabalhando a indústria e isso é de grande ganho pra gente."
Gláucia Vitor - área técnica de cultura do SESI/FIEMG - MG

“Eu acho que a importância é fundamental quando se pensa que a cidade está viva.Belo Horizonte está cada vez mais em movimento. A produção audiovisual na cidade é fervorosa a muito tempo, especialmente de 2013 pra cá, a gente tem visto mais produções em diálogo com o momento presente. Acho que é muito importante a gente retratar, pensar e começar a perceber essa cidade que está em constante movimento e o que a gente está propondo e discutindo agora. Partindo dessa perspectiva, a gente começou a pensar o que podíamos ter na programação que minimamente representasse esse momento,  nós não temos uma programação muito extensa, mas a gente elencou alguns discursos, alguns momentos que a gente considerou importante trazer pra quem está em Belo Horizonte agora e sobretudo, pra gente que está é da cidade.
Grazi Medrado - curadora da mostra A Cidade em Movimento - MG

"A gente está trazendo os conceitos de Webséries, o que é esse novo modelo de produção audiovisual, depois a gente fala um pouquinho do mercado como as pessoas e aquelas empresas que patrocinam estão vendo esse novo modelo e também as tendências pro futuro, principalmente os vídeos em 360 graus, que é um novo formato que a gente tem de webséries, e tudo dentro de um lugar incrível que o Museu de Arte e Ofícios.”
Guto Aeraphe – Instrutor da oficina Webséries

“Pra gente foi incrível participar do CineMundi. Te ajuda muito a achar onde tem as partes fortes e os buracos do projeto, isso foi bem interessante. Tem uma parte muito boa também que é estar perto de outros projetos brasileiros. E uma questão muito boa pra gente, foi a questão da coprodução internacional. A gente circula muito pelo Brasil mas não circula tanto fora, então abrir esse espaço, com essas pessoas e esses outros mercados, essas outras possibilidades de financiamento também foram bem interessantes. Conversar com os produtores internacionais e que já fizeram muitas coproduções é bem enriquecedor.”
Henrique Zanoni – produtor do projeto A Mãe - SP

“Participar do CineMundi foi muito importante pra gente. Estar conversando com os produtores daqui é um fato importante, pra gente fazer que esse projeto aconteça. Ter um monte de profissionais internacionais dando feedback pra gente num projeto que está bem no começo do desenvolvimento é muito importante,  inclusive traçar caminhos e estratégias pra desenvolvimento desse projeto e também ter um corpo fílmico que tenha esses múltiplos olhares. Quanto mais as pessoas se debruçam sobre ele, mais ele cresce e fica bem desenvolvido. É uma riqueza enorme estar aqui compartilhando, ouvindo experiências de outras pessoas, contribuindo e recebendo contribuições de outros projetos.”
Heverton Lima – produtor do projeto A Questão Prisional - SP

É a minha primeira vez em Belo Horizonte como produtora convidada e me parece fundamental conhecer projetos brasileiros e melhorar a coperação internacional e Latina Americana. Foi genial estar nesse debate com outras mulheres produtoras e todas muito poderosas, interessantes. É importante para nós produtores essa troca de como selar uma coprodução. Nessas conversas, sempre tem pequenas dúvidas e que somente com a troca de experiências com outros produtores podem ajudar a sanar.
Isabel Orellana Guarello – produtora da Araucaria Cine - Chile

“É a primeira vez que eu participo do Brasil CineMundi e eu acho que é realmente uma oportunidade fantástica de conhecer muita gente, sobretudo o nosso projeto que é um projeto italo-brasileiro, mais brasileiro do que italiano mas com uma parte internacional importante. Então nos permite realmente fazer conexões, contatos muito interessantes e muito estimulantes, acho que isso é realmente bem proveitoso pra gente. Existe uma ajuda mútua entre projetos também, vários projetos se entre falam e dão conselhos, indicam coisas que podem ajudar, enfim, é muito na base da cooperação e o modelo de cooperação é muito bonito de se ver, é contrário de modelo de competição. O CineMundi não é um lugar competitivo, é um lugar de colaboração e isso é bom pra todo mundo, todo mundo ganha.
Indira Dominici – diretora do projeto Filme de Sereia - RJ

“Primeiro a gente está muito feliz de estar participando dessa Mostra. A gente considera uma Mostra bem importante pro cinema mundial. Eu até me surpreendi na van, vários sotaques diferentes. O diretor estava muito ansioso para o filme ser selecionado e quando recebemos a notícia, ele respirou até mais aliviado. A repercussão do Alforria está começando agora. Foi o primeiro festival que a gente foi selecionado, porém a gente já participou de uma mostra lá no Rio, chamado Cine Giro, que é cinema nas praças. Esse é o nosso primeiro festival e acabamos de saber que fomos selecionados para o festival de Fortaleza,que está comemorando 15 anos de existência. O Alforria foi um filme rodado em Minas Gerais e o personagem teve toda uma densidade pra mim, além dele ser denso no temperamento, ele tinha a dificuldade territorial. A gente está muito feliz do filme estar aqui. É importante demais a gente estar participando da CineBH.”
João Campany – ator do filme Alforria - MG

“Nos últimos anos, desde os anos 80, 90 ou mesmo antes, o cinema português tem se reinventado constantemente por questões diversas da nossa história, das condições de produção, de fazer os filmes, etc. Então há uma criatividade, uma energia muito grande por lá. Faz com que todos os anos, ou ao longo dos anos, vão surgindo filmes muito interessantes que tenham uma abordagem cinematográfica fresca, no panorama europeu  e no panorama internacional. Não é melhor e nem pior que o cinema de outros países, nem que o filme de outros países mas é, apesar de não ter um fio condutor que os filmes todos tenham, essa energia, essa criatividade que eu acho que tenha haver com isso. A CineBH nos convidou pra falar sobre o cinema português, essa energia e criatividade. Ao mesmo tempo, produtores da Europa, da América do Sul, América do Norte, criam aqui um espaço, entre esses 3 e 4 dias, de troca de experiências e de futuras parcerias que podem fazer que os filmes aconteçam e sejam filmes que em um ano ou dois possam ser vistos aqui e outro lugar.”
João Matos - produtor do TerraTreme Filmes - Portugal

“Eu acho muito importante esse diálogo com o setor audiovisual, com os produtores e com a classe artística que já vem ocorrendo nos últimos meses. É importante num momento em que a categoria está reunida para pensar seus problemas, as alternativas e escutar sugestões pra esse campo, que é um campo rico e importante da indústria criativa e da indústria do conhecimento. Acho bom estar  todo mundo junto, que uma forma que a gente tem não só de aproximar, como também de pensar nos problemas e nas soluções pro setor.”
João Paulo Cunha - presidente do BDMG Cultural  - MG

"Primeiro foi bem inesperado a gente conseguir passar entre todos os projetos inscritos. A questão de coprodução é importante, porque se começa lançando em dois países, se passa agora a pensar no projeto pra um público de dois países. Já estou aqui pensando em outros projetos que eu gostaria de trazer aqui para ter esse tipo de consultoria. Acho que a organização é impecável, a gente não tem dúvida, a gente é muito bem recebido, as pessoas vêm falar conosco chamando o nosso nome, então isso já faz toda a diferença, porque se percebe o carinho que a organização tem de estar fazendo esse evento e recebendo as pessoas. A curadoria  que escolheu os projetos, além de saberem muito e serem pessoas que estão muito dispostas a ajudar, são pessoas muito queridas. Acho que essa é diferença principal que eu percebi no Brasil CineMundi. Existe uma educação, uma proximidade do mercado num ambiente que também é comercial, e é fundamento você se sentir bem, se sentir aceito pelos nossos semelhantes.”
Juliano Carpeggiani – Produtor do projeto Amores Modernos -RS

“O CineMundi vai evoluindo e os encontros são muito frutíferos. Todos os players vem com novos conselhos, informações ou indicações de caminho. Os produtores internacionais estudam os projetos, então eles apresentam informações precisas. Questionam o  por que não vamos por esse caminho, dão dicas e conselhos que são muito válidos pra construção do filme como um todo. Só de participar já é um ganho imenso. Além de você ter esse feedback desses players que já tem uma larga experiência, você ainda tem a chance de continuar uma troca efetiva com eles. Pode rolar uma coprodução, eles podem ajudar em achar outro parceiro para o filme. Essas trocas são muito importantes para as pessoas saberem que o seu projeto existe e fazer essas pontes que a gente sozinho não conseguiria fazer.
  Leonardo Barcelos - diretor do projeto Corpo Presente

"Os Cravos e a rocha é um filme sobre um filme coletivo que foi feito em Portugal na altura do 25 de abril. É sobre o Glauber Rocha e a sua presença nesse filme. Como o Glauber, que é o espírito tão ativo e revolucionário fez parte desse filme coletivo e de certa forma contaminou esse filme com seu olhar. É um filme que tem a ver com Portugal , com o Brasil e é um filme sobre um momento muito importante em Portugal, que é a Revolução dos Escravos, ou seja, um dia em que a poesia e a revolução saiu a rua e o cineasta Glauber Rocha estava lá e filmou de uma forma muito intensa. Estar num festival falando do cinema português é muito importante, pois precisamos estabelecer esses laços entre Portugal e Brasil. Para mim especificamente, estar em Belo Horizonte é fantástico!
Luisa Serqueira – Diretora do filme Os cravos e a rocha - Portugal

“Essa é a minha primeira experiência e talvez da produtora com esse encontros de coprodução, e a gente não sabia muito bem o que esperar na verdade. E quando chegamos aqui, eu acho que o evento teve essa organização de oferecer uma consultoria junto com os meetings. Foi bom pra gente pensar o projeto por ele mesmo e conseguir definir melhor quais eram as demandas do projeto diante dos produtores internacionais e acredito que a seleção desses produtores foi bastante heterogênea, cada um dos encontros foi diferente um do outro, tanto por uma questão de território de países desse produtores, quanto até pela personalidade de cada um e forma de atuação. Eu acho que para o projeto foi muito rico essa experiência, abriu novas possibilidades e caminhos que a gente vai tentar desenvolver, tentar sistematizar. Abriu uma perspectiva internacional que até então a gente não sabia muito bem como acessar, como lidar com ela. “
Marcos Yoshi – Diretor do projeto Bem Vindos de Novo  - SP

“Quando a gente formata um filme já sabe que o CineMundi é um evento que a gente pode vir. Já está dentro do nosso calendário como um evento que a gente sabe que pode contar pra determinado tipo de projeto ou perfil de projeto, claro tem que ser selecionado e  é uma seleção super difícil, mas é algo que a gente já ambiciona quando começa escrever um projeto, que é um tipo de programa que é importante participar. Eu acho que é isso, o CineMundi já entrou um pouco no calendário dos produtores de cinema de arte no Brasil como um momento, um lugar muito importante que a gente deve ou tenta passar com os nossos projetos pra seguir pra um caminho mais internacional e isso vai refletir também no futuro desses filmes na carreira que eles vão ter, inclusive que tipo de festival eles vão estrear.”
Marina Meliande – Produtora do projeto Filme de Sereia - RJ

“É a minha primeira vez no CineMundi e fiquei surpreendida com tantas histórias do Brasil, com esse espaço, que é realmente um espaço de trabalho e encontro que serve para que nós Latinos Americanos visualizarmos grandes proximidades com os projetos brasileiros. Eu gostei muito da qualidade dos projetos e sobretudo as histórias. Tanto os diretores quanto os produtores são muito talentosos. Alguns podem não encontrar um coprodutor, mas o que vale é a experiência, além da possibilidade de estender o seu network. São várias pessoas de diversos países que podem ser parceiros em futuros projetos.”
Martha Orozco - produtora independente - México

“É a minha segunda vez no Brasil CineMundi. Eu já estive aqui há dois anos com o projeto Felix Doméstico, do Gustavo Vinagre e a experiência é sempre boa. Aqui a gente acaba se encontrando com vários colegas de vários lugares do Brasil e só por isso acho que já vale a pena o encontro. Da primeira vez e dessa vez, eu vejo saírem conversas, às vezes nem pra os projetos que estão sendo discutidos aqui mas pra projetos futuros, entre produtores brasileiros mesmo. Outro aspecto importante, que é o objetivo do CineMundi, é esse contato com agentes do mercado europeu e da América Latina. O legal do CineMundi é funcionar como uma plataforma de provas para o nosso projeto. Então eu acho que pra além de negócios concretos que podem sair daqui, eu acho que é uma plataforma muito importante pra gente testar os projetos, entender melhor os nossos projetos, os potências e as fragilidades dos projetos. Não tem como passar por essa experiência e ela não ser transformadora, não ser útil e não ser benéfica pro produtor e pro diretor.”
Max Eluard – Produtor do projeto O Filho Plantado - SP

“Essa ideia de trazer os convidados que se interessaram pelos projetos brasileiros, a ideia da discussão de coprodução com a América Latina, e que cada um vá colocando experiências particulares no projeto é incrível. Tem participante que já tem experiência de trabalhar com o Brasil no passado com filmes já coproduzidos e estão em coprodução atualmente então, a ideia é eles também colocarem. Quais são essas possibilidades nos países deles? Quais são as vantagens? Quais são os problemas? Através de uma experiência prática de coprodução, colocar as pessoas que estão aqui com projetos para ter uma ideia do que é esse universo da coprodução. Eu sempre digo que se você encontra o parceiro certo é muito enriquecedor, não só financeiramente mais com uma experiência de concluir um projeto junto e relações interpessoais. A composição é muito isso, inclusive no cinema independente. O Brasil nos últimos anos, vem  cada vez mais se abrindo internacionalmente pra ter as coproduções,seja para fazer a coprodução como minoritário ou como  maioritário também.”
Paulo de Carvalho - produtor da Autentika Film e colaborador do Brasil CineMundi – Alemanha

“Agente passou a pensar um pouco nisso, primeiro Portugal tem uma relação com o Brasil, e é impressionante como é pequeno o intercâmbio cultural entre nós,  Brasil e Portugal. Segundo porque era muito importante para a gente discutir uma questão de como o cinema português parece até anacrônico, ou seja,  ele não se parece ceder as modas estéticas que são muito impregnadas, eles são sempre muito originais e muito pessoais. É um cinema que não se rende aos modismos e também as grandes pressões da indústria. Eu acho que o cinema português tem sempre filmes independentes, originais que você não consegue classificar em nenhum rótulo, nem mesmo do cinema português porque eles são bem diferentes entre si. O que a gente está chamando à atenção é pra essa independência, essa originalidade que realmente é uma forma de resistência. A gente discutiu muito essa história dos filmes portugueses, da importância que ele tem pra gente e chegamos logo no nome do João César Monteiro, porque entre os cineastas portugueses, ele é o mais iconoclasta, é o mais rebelde. Ele é um diretor, ator, escritor. Ele está sempre presente nos filmes dele, e quase sempre como personagem principal, não em todo mais em vários, e ele é terrivelmente rebelde, ele usa muito humor, é um humor muito sutil.”
Pedro Butcher - Curador da 10ª CineBH

“É a primeira vez que eu venho aqui na CineBH. Eu já estive em Tiradentes e Ouro Preto com outros curtas anteriores. Estou adorando estar nessa mostra, junto com outros filmes interessantes. É um prazer exibir o filme que se trata de um documentário experimental sobre um poeta de São Paulo.”  
Renato Coelho - diretor do filme A propósito de Willer - SP

“A gente quer encontrar com o público, quer comunicar o filme. Eu não conheço o Elon pessoalmente, sei que ele é uma pessoa recorrente nas ruas de Belo Horizonte. BH é isso, a gente transita nas ruas e vê rostos conhecidos e ele é um rosto conhecido, pelo menos pra mim. O filme tem a fotografia, tem o som e que tudo isso compõe o universo do personagem. Eu nasci em Brasília, mudei pra Belo Horizonte com 16 anos de idade com a certeza que queria fazer teatro na minha vida, com o sonho secreto de ser ator de cinema e aí, me formei ator nessa cidade. Agora você imagina Ricardo Alves Junior um diretor que sempre trabalhou aqui em Belo Horizonte, foi estudar na Argentina mas trouxe todo o trabalho dele pra BH e fomentou o trabalho dele aqui. A grande maioria da equipe de Elon é de Belo Horizonte, então você imagina o que é isso pra gente? Todas as dificuldades de fazer arte, arte cênicas, cinema, qualquer tipo de arte em Belo Horizonte e poder trazer um filme desse, com todo esse potencial belorizontino,  com essa repercussão e abrir uma mostra como essa, é incrível.”      
 Romulo Braga – ator do filme Elon não acredita na morte” - MG

“O Brasil CineMundi é único. Não só no Brasil, mas em toda a América Latina, porque são só projetos brasileiros que são selecionados. Hoje o cinema brasileiro é conhecido e quer compartilhar experiências, tanto os candidatos de projetos, quanto os convidados internacionais. Temos convidados internacionais que vem para conhecer os projetos e o cinema brasileiro. São dias de muita energia, muito dinamismo. Todos os outros eventos do Brasil e da América Latina selecionam projetos de vários países, mas não só de um país como é feito aqui. É isso que dá a força para o CineMundi. É isso que faz do evento tão enriquecedor.”
Séverine Roinssard – produtora Parati Films e colaboradora do Brasil CineMundi - França

“Comboio de sal e açúcar é um filme fantástico. Ele foi lançado agora, teve sua premiere no Festival de Locarno onde foi exibido pra 10 mil pessoas na rua, ganhou um prêmio de melhor filme da crítica independente e agora veio para o Brasil. Um dos coprodutores é de Belo Horizonte, mora na África do Sul mas tem a família toda aqui, então era muito importante principalmente num festival como esse que assumiu a resistência, um filme social ter a sua exibição aqui.”  
Tatiana Sager – produtora da Panda Filmes do filme Comboio de sal e açícar

“Tivemos a oportunidade de falar do projeto e cada vez que a gente fala dele, o América Armada já ganha um pouquinho mais de corpo. A gente teve encontros incríveis. Não só encontros nessa proposta de mercados, mas encontros com os nossos pares documentaristas, como nossos pares cineastas.  Ouvimos projetos maravilhosos que deram essa sensação que a gente está num movimento muito integrado. A curadoria do CineMundi nos trouxe muita essa sensação também, de que tem mais um monte de gente pensando nas mesmas questões que a gente, que é super pertinente e muito gratificante. Os encontros de negócios foram excelentes, tivemos muitos retornos de orientação, de sugestão de caminhos a seguir, todos muitos interessados em pensar junto com a gente qual a melhor maneira de realizar isso. Foi uma experiência muito boa e muito agradável, sem a pressão típica desse tipo de evento. Tivemos a tranquilidade de estar a vontade, de não se sentir pressionado pra entrar num formato de rodada de negócios, o que foi muito legal, uma coisa muito diferente, um diferencial muito forte desse espaço.”
Tereza Alvarez – Produtora do projeto América Armada - RJ

“Foi um projeto que quando ainda estava desenvolvendo e tentando ganhar parceiros para o filme, foi selecionado para o Brasil CineMundi em 2013, e foi bastante importante pra gente na época, ainda formatando o projeto conseguir ouvir várias pessoas. A gente acabou sendo premiado naquele ano, com o prêmio pra  participação do Tourino Filme Lab, então o laboratório foi muito importante para o filme. É um tipo de selo que entra no filme e que faz com que outras portas também se abram e as pessoas acreditem que aquele projeto realmente mereça ser feito e visto.”   
Thiago Macedo - Produtor do filme Elon não acredita na morte

“Hoje, eu tenho quatro ou cinco coproduções realizadas e quando eu estava entrando nessa tendência, de buscar essas parcerias, esse tipo de evento foi fundamental e essencial para mim. Na época ainda não existia o CineMundi, mas eu acho essencial para a formação do produtor, essa possibilidade de troca, de contato.”
Vânia Catani – Produtora da Bananeira Filmes – RJ

“Estou muito feliz! Eu acho que é uma forma de lazer que propõe a nós no bairro. Acho muito interessante, tem que ter sempre. Tem 15 anos que moro no bairro, tem sempre muitos eventos gratuitos e eu acho muito importante. O cinema só vem acrescentar, o lazer é muito importante para toda a população. Antes era na praça e tinham que investir nos materiais pra montar um cinema ao ar livre, era complexo. Agora tem o Cine Santa Tereza que é uma ótima opção de lazer e que sempre divulgam filmes nacionais e internacionais que é muito importante pra toda a população de Belo Horizonte. Eu fico muito feliz por ter a Mostra CineBH de novo aqui. Espero que sempre divulgue a Mostra porque é um lazer que a gente não precisa pagar. O custo de vida é alto demais para toda a população,e um evento gratuito como esse uma fonte de lazer  muito gratificante.”     
Virginia Bicalho - moradora de Santa Tereza - MG