Pré-estreias e cinema português marcam o domingo na 10ª CineBH

O domingo na 10ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte vai ser todo dedicado às sessões de filmes. Logo às 14h30, no Cine Humberto Mauro, tem Branca de Neve (2000), filme que intrega a retrospectiva dedicada ao cineasta português João César Monteiro. Em seguida, às 16h, outro trabalho de Monteiro, A Comédia de Deus (1995), ganha as telas. Mais duas sessões, ambas em pré-estreia nacional, completam a grade do Cine Humberto Mauro: Beduíno, novo filme do brasileiro Julio Bressane; e A Canção do Pôr do Sol, dirigido pelo inglês Terence Davies. Às 20h, no MIS Cine Santa Tereza, a terceira pré-estreia do dia é Rifle, do brasileiro Davi Pretto.

A mostra A Cinema em Movimento, às 18h, tem seu segundo dia de programação no MIS Cine Santa Tereza com a exibição de quatro curtas-metragens realizados em torno de questões e conflitos sociais de Belo Horizonte: Ocupar, Resistir, Construir, de Edinho Vieira; Na Missão, com Kadu, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito; Izidora – Junto e Misturado, de Dayanne Naêssa, Edelço Vicente, Rodrigo de Freitas, Vixugô; e Mulheres na Luta em Izidora, de Fabiana Leite.

No Cine 104, duas sessões de filmes portugueses do diretor Paulo Rocha: às 17h30, tem O Rio de Ouro, originalmente lançado em 1998; em seguida, às 19h30, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava.

CINEMUNDI

No sábado, dia 22, o segundo dia do Seminário Brasil CineMundi teve duas importantes masterclasses, dedicadas à formação e aperfeiçoamento dos participantes nos trabalhos do setor audiovisual. O alemão Arne Kohrweyer, coordenador do programa Script Station da Berlinale Talents, apresentou o funcionamento do programa e deu dicas e orientações para quem se interessa em fazê-lo. Ele elogiou os projetos brasileiros, cada vez mais fortes e interessantes. “Neste ano a gente teve três projetos do Brasil selecionados e mais de 400 inscritos. A cada três roteiros selecionados, a gente demora três meses para fazer a seleção”, disse, citando Marília Hughes e Marcelo Caetano como recém-convocados pelo Berlinale Talents e de quem ele aguarda os filmes com curiosidade.

Por sua vez, Olga  Lamontanara, chefe de comunicação do TorinoFilmLab, explicou o funcionamento deste laboratório de projetos realizado na Itália. “Temos foco no primeiro e no segundo longas produzidos, em ficção. A gente também dá apoio de treinamento a profissionais do ano todo”, destacou ela, que chamou atenção para a importância de se continuar em contato com os realizadores mesmo depois do laboratório. “A partir desta participação, os produtores tornam-se da família, assim como acontece no Berlinale Talents. Gostamos de acompanhar os participantes, dar conselhos para os próximos projetos. A gente sempre organiza encontros com ex-alunos durante os eventos”.

Ainda no sábado, o debate “Experiências em Coprodução no Canadá, na França e  na Suíça” contou com a presença de representantes de cada país para apresentar estudos de caso e informações sobre como se associar com outros países na realização dos filmes. “Os motivos para uma coprodução têm que estar muito claros para quem busca isso”, resumiu Alexa Rivero, produtora da Altamar Films (França). “Será que tem um técnico na França, será que precisa de um diretor... É preciso ter algo forte, pois a França é o primeiro país no mundo em coprodução, então a concorrência é enorme”.

Nicolas Comeau, da 1976 Productions (Canadá), contou que sua empresa fecha coproduções com pelo menos 20% de participação no financiamento e na composição criativa. Também canadense, Yanick Létourneau, da Peripheria Films, falou sobre o SODEC, instituição pública que permite buscar aporte de até 49% do orçamento, contanto que o lado majotirário do projeto já tenha garantido 50%.